O vice-prefeito de Lages, Jair Junior (sem partido), foi detido nesta segunda-feira (1º) após deixar a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Nossa Senhora dos Prazeres, onde permaneceu internado por 11 dias. A prisão ocorre em cumprimento a um mandado judicial que o condena a 10 anos e 11 meses de reclusão.
Segundo a Polícia Civil, a prisão de Junior foi motivada por um mandado expedido em decorrência de crimes de violência contra a mulher, que incluem lesão corporal, cárcere privado, constrangimento ilegal e perseguição. A sentença, emitida na véspera do acidente que o levou à UTI, também determina a perda do cargo de vice-prefeito. A prisão ocorreu logo após sua alta hospitalar, sendo ele encaminhado ao Presídio Masculino de Lages.
O acidente que resultou na internação de Jair Junior aconteceu na BR-116, na altura do bairro São Sebastião, em Lages. Conforme relatos da Polícia Civil, o vice-prefeito estaria fugindo de agentes do Gaeco, responsáveis pelo cumprimento do mandado de prisão, quando seu veículo colidiu frontalmente com um caminhão. A defesa, no entanto, contesta essa versão, alegando que Junior desconhecia a ordem de prisão e acreditou estar sendo perseguido, o que o levou a se assustar.
Jair Junior já havia enfrentado um processo de impeachment em 2025, que foi posteriormente cancelado pela Justiça. Ele também responde a um outro processo por depredação do patrimônio público. Em fevereiro de 2026, foi denunciado pelo Ministério Público de Santa Catarina por agressão, sufocamento e rapto de sua ex-namorada. Na ocasião, foi preso em flagrante, mas liberado no dia seguinte mediante pagamento de fiança. Uma nova acusação o envolve após supostamente furar o pneu do carro da prefeita Carmen Zanotto, como retaliação a uma ruptura política.

